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No âmbito da disciplina de Português, os alunos do 9.ºD elaboraram um poema sobre o visionamento da peça "Auto da Barca do Inferno".

 

A caminho…

 

Com grande entusiasmo,
Numa bela tarde de inverno,
Fomos assistir à peça
Auto da Barca do Inferno.

 

Logo na introdução,
Surgiu um Anjo incandescente,
Que rapidamente perdeu o brilho
Devido ao Diabo, com o seu tridente.

 

O Fidalgo apareceu
E o público conquistou.
Com o Diabo discutiu
E na sua barca entrou.

 

De repente, cheio de ambição,
Entrou em cena o Onzeneiro
Que, como é óbvio, foi pr’ó Inferno
Por causa da sua bolsa com o dinheiro.

 

Para o texto ser mais divertido,
Apareceu, sem nenhum siso,
A primeira personagem
Com direito ao Paraíso.

 

O Sapateiro, com as suas formas,
O público tentou conquistar
Ainda encontrou duas cinderelas
A quem as “cruzes” pediu p’ra massajar.

 

Ao som de uma música alegre
O Frade e a sua vistosa amante
Muito dançaram e cantaram
Contagiando o ambiente circundante.

 

Chegou ao cais a Alcoviteira
Com uma linguagem sedutora
Que ao Inferno foi parar
Por ser muito pecadora.

 

O Judeu, com o bode às costas,
Ciente da sua religião,
Tentou pagar ao Diabo
Para entrar no seu porão.

 

Com três alunos ajudantes
Pôs toda a plateia a delirar
Mas o peso dos seus processos
Do fogo infernal não o conseguiu livrar.

 

Logo a seguir, beijou-lhe a mão
Um Procurador mentiroso
Que também viu o fogo ardente
Por ser muito ambicioso.

 

A correr com uma corda ao pescoço
O Enforcado acabou desiludido…
Só depois de morto percebeu
Que o Moniz lhe tinha mentido.

 

Por fim, entraram duas personagens
Que caminhavam solenemente
E, levando dois alunos para o palco,
Formaram os quatro cavaleiros valentes.


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