Page 17 - Magazine - Giz Negro - Julho 2026
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julho 2026
BRINCANDO COM PROVÉRBIOS
A escrita proporciona um espaço seguro para a experimentação e a
descoberta da própria voz.
BRINCANDO COM OS PROVÉRBIOS
Amigos, amigos, negócios à parte
Era uma vez, numa pequena aldeia, dois grandes amigos chamados João e Miguel, que
faziam tudo juntos desde pequenos: brincavam, ajudavam as famílias e prometiam que a
amizade deles ia durar para sempre.
João era trabalhador e organizado, enquanto Miguel era simpático, mas um pouco
distraído.
Certo dia, já adultos, decidiram abrir uma pequena loja para vender produtos da terra. No
início, tudo corria bem, mas, com o tempo, começaram os problemas. Miguel esquecia-se de
trabalhar nalguns dias e tirava dinheiro da caixa sem avisar, enquanto João ficava cada vez
mais preocupado com as contas. As discussões começaram a aparecer e a amizade ficou em
risco.
Foi então que João propôs separar as coisas: continuariam amigos, mas cada um ficaria
responsável apenas pela sua parte no negócio, com regras bem definidas. Assim fizeram e,
aos poucos, as discussões acabaram e a amizade foi salva.
E foi assim que os dois aprenderam que, por muito forte que seja uma amizade, quando se
trata de trabalho e dinheiro, é importante separar os sentimentos das responsabilidades,
pois “amigos, amigos, negócios à parte”.
Lisa Soares, 7.ºA
Cada macaco no seu galho
Era uma vez, numa pequena aldeia rodeada de campos e árvores antigas, dois vizinhos
bem diferentes: o Ti Manel, um agricultor experiente que conhecia a terra como ninguém, e o
Zé Chico, um sapateiro curioso que gostava de se meter em tudo.
Certo dia, o Ti Manel preparava a sementeira quando o Zé Chico apareceu a dar conselhos.
Dizia que a terra devia ser lavrada de outra maneira e que as sementes tinham de ser
lançadas ao acaso. O Ti Manel, apesar de desconfiado, resolveu seguir os conselhos do
vizinho. Passaram-se semanas e nada cresceu naquele campo.
Ao mesmo tempo, o Zé Chico tentou consertar umas botas usando técnicas de que tinha
ouvido falar, mas sem perceber bem do assunto. O resultado foi que as botas ficaram
inutilizáveis e os clientes foram embora sem pagar.
E foi assim que ambos aprenderam a lição: cada pessoa deve ocupar-se daquilo que sabe
fazer melhor. O provérbio “Cada macaco no seu galho” ensina que ninguém se deve
intrometer em assuntos que não domina, pois cada um tem o seu lugar e as suas
capacidades.
Henrique Pereira, 7ºB
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